Tenho sono. Tenho muito sono.
Mas não é só de hoje. Nem desta semana. Nem deste mês. Nem deste ano.
Há muito que dormir uma reparadora noite é uma missão meio impossível.
Primeiro porque tive uma gravidez muito pouco confortável. Depois as miúdas bebés e a logística dos biberons noturnos. Depois as doenças, o mimo da cama dos papás e agora os pesadelos (até a Rita os tem, vejam só!).
Se não são as miúdas é a fome a meio da noite, a dia à casa de banho, o acordar antes do despertador. Sozinha ou com a madrugadora Maria a chamar por mim.
Longe vão os anos de boa vida de solteira, em que dormia se fosse preciso até às 2h da tarde...Bons tempos esses. Agora, mesmo que o pudesse fazer já não seria possível pois as costas fraquinhas não colaboram com esses "luxos".
Das melhores coisas que há é sem dúvida o prazer de deitar numa fresca caminha lavada ou dormir uma profunda sesta (daquelas mesmo boas, de sonhar e babar a almofada). A mim dá-me anos de vida...
E uma noitinha "dos justos", não se arranja? Acho que já merecia...
Agora vou mas é dormir a ver se os astros hoje se conjugam e tenho essa sorte.
Vemo-nos por aqui.
quinta-feira, 27 de outubro de 2016
domingo, 16 de outubro de 2016
Viagem ao Centro da Terra
Este fim de semana ficámos todos "de castigo" sem sair de casa...(ninguém merece...).
A Rita vai ter teste de História e Geografia de Portugal (HGP) amanhã e ainda tinha uma série de trabalhos para fazer, nomeadamente um projeto de criar uma representação do globo. E quem é que foi recrutada como assistente? Nem vale a pena dizer...
Para simplificar a elaboração da forma lembrei-me que na loja chinesa tem sempre bolas de esferovite de vários tamanhos e encontrámos uma bem grandinha, ideal para o efeito, ainda para mais porque se abre ao meio, deixando ver o interior (que neste caso foi perfeito para ilustrar o centro da terra). Para pintar usámos as tintas acrílicas que já tínhamos, e que são as melhores para depois limpar com água em caso de desastre.
Começámos por pintar por dentro as três camadas do centro da terra.
Depois pintámos por fora tudo de azul para simular os oceanos. Deixámos secar bem e só depois pintámos por cima os continentes. Para não nos enganarmos no desenho e não estragarmos tudo, primeiro fizemos o contorno dos continentes a giz, copiando à vista de um globo que temos cá em casa.
Para tornar o globo o mais profissional e realista possível, usámos vários tons de verde e castanho para simular o relevo e o branco para simular o efeito do mar junto às zonas costeiras. A Rita foi a artista de serviço, porque ela é que tem jeito para essas habilidades. Eu fui dando apenas as indicações e fazendo o controlo de qualidade lol.
Depois da pintura terminada e seca adicionámos as legendas, porque o projeto era suposto ficar o mais rigoroso e completo possível.
Deu algum trabalho e demorou algum tempo (principalmente pelas fases de secagem), mas acho que a prova foi superada. Agora resta esperar o feedback da Professora.
Vemo-nos por aqui :D
A Rita vai ter teste de História e Geografia de Portugal (HGP) amanhã e ainda tinha uma série de trabalhos para fazer, nomeadamente um projeto de criar uma representação do globo. E quem é que foi recrutada como assistente? Nem vale a pena dizer...
Para simplificar a elaboração da forma lembrei-me que na loja chinesa tem sempre bolas de esferovite de vários tamanhos e encontrámos uma bem grandinha, ideal para o efeito, ainda para mais porque se abre ao meio, deixando ver o interior (que neste caso foi perfeito para ilustrar o centro da terra). Para pintar usámos as tintas acrílicas que já tínhamos, e que são as melhores para depois limpar com água em caso de desastre.
Começámos por pintar por dentro as três camadas do centro da terra.
Depois pintámos por fora tudo de azul para simular os oceanos. Deixámos secar bem e só depois pintámos por cima os continentes. Para não nos enganarmos no desenho e não estragarmos tudo, primeiro fizemos o contorno dos continentes a giz, copiando à vista de um globo que temos cá em casa.
Para tornar o globo o mais profissional e realista possível, usámos vários tons de verde e castanho para simular o relevo e o branco para simular o efeito do mar junto às zonas costeiras. A Rita foi a artista de serviço, porque ela é que tem jeito para essas habilidades. Eu fui dando apenas as indicações e fazendo o controlo de qualidade lol.
Depois da pintura terminada e seca adicionámos as legendas, porque o projeto era suposto ficar o mais rigoroso e completo possível.
Deu algum trabalho e demorou algum tempo (principalmente pelas fases de secagem), mas acho que a prova foi superada. Agora resta esperar o feedback da Professora.
Vemo-nos por aqui :D
sábado, 15 de outubro de 2016
Cerâmica das Caldas
O título do post chamou-vos a atenção? Calculei que sim... ;-)
A propósito das minhas andorinhas de cerâmica, já vos falei aqui da Bordalo Pinheiro. As andorinhas são uma das peças icónicas do mítico mestre da cerâmica artística, entre as muitas outras artes que ele também dominava, como era o caso da caricatura, ilustração, etc.
Esta semana fiquei a saber que abriu uma nova loja da marca na Av. Guerra Junqueiro (à qual se impõe uma visita ASAP), por isso achei que era um bom tema para um novo post.
A Bordalo é uma daquelas marcas que, apesar de ter passado por um período de alguma estagnação e esquecimento por parte do público, se soube reinventar e fazer com que as suas peças que outrora era consideradas kitsch, passassem a ser peças que voltaram a estar na moda, e que nos trazem aquele gostinho nostálgico da casa das avós e das mães, onde as coisas eram simples e por isso também tão bonitas e acolhedoras.
Atualmente são um dos ex-libris do design made in Portugal, e aposto que vende como pãezinhos quentes para os estrangeiros que nos visitam.
Tenho ideia que comecei a rever as peças no programa de culinária "Dias com Mafalda", da chef Mafalda Pinto Leite, onde os recipientes verde água e rosa claro ficavam lindos de morrer no decor da cozinha em tons pastel.
O meu primeiro contacto com a Bordalo já tem uns anos valentes. A minha mãe tinha uma taça-fruteira da linha Couve (semelhante à da imagem) que estava sempre na mesa da nossa sala e confesso que sempre achei que aquilo tinha um ar muito pirosinho... Consigo agora, à luz de outros olhos, ver toda a sua graça. Isto passa-se com as peças da Bordalo mas também com outro tipo de objetos vintage de que gosto tanto agora, como também já vos falei aqui no blog.
As linhas da Bordalo são tantas e tão giras que, de cada vez que faço uma incursão à loja da Fábrica nas Caldas, fico cheia de nervoso miudinho para escolher alguma coisa, porque a minha vontade é trazer tudo, mas na realidade não preciso propriamente de nada porque tenho um recheado enxoval mais do que suficiente para as necessidades cá de casa.
Da última vez que lá fui resolvi começar a fazer a coleção das sardinhas, também elas um revamp das sardinhas originais. Os modelos são imensos, com motivos de todos os géneros, por isso o difícil é escolher.
Atualmente já tenho estas duas e espero vir a alargar a coleção.
De peças mais decorativas tenho ainda a cabeça de um cão com cara de poucos amigos. Não tenho a certeza que seja Bordalo porque não tem nenhuma marca que o indique, mas o espírito da peça é semelhante.
Sempre detestei o "cão de louça" mas agora gosto muito de o ter comigo porque o meu pai gostava muito desta peça.
Depois o que tenho mais são peças para uso na cozinha ou para servir, principalmente na altura do Natal.
Aposto que agora, com a nova loja à mão de semear, não vou resistir a aumentar o espólio "Bordálico" (agarrem-me que senão em compro tudo!...)
E vocês também são fãs? Aposto que sim.
Vemo-nos por aqui. :D
A propósito das minhas andorinhas de cerâmica, já vos falei aqui da Bordalo Pinheiro. As andorinhas são uma das peças icónicas do mítico mestre da cerâmica artística, entre as muitas outras artes que ele também dominava, como era o caso da caricatura, ilustração, etc.
Esta semana fiquei a saber que abriu uma nova loja da marca na Av. Guerra Junqueiro (à qual se impõe uma visita ASAP), por isso achei que era um bom tema para um novo post.
A Bordalo é uma daquelas marcas que, apesar de ter passado por um período de alguma estagnação e esquecimento por parte do público, se soube reinventar e fazer com que as suas peças que outrora era consideradas kitsch, passassem a ser peças que voltaram a estar na moda, e que nos trazem aquele gostinho nostálgico da casa das avós e das mães, onde as coisas eram simples e por isso também tão bonitas e acolhedoras.
Atualmente são um dos ex-libris do design made in Portugal, e aposto que vende como pãezinhos quentes para os estrangeiros que nos visitam.
Tenho ideia que comecei a rever as peças no programa de culinária "Dias com Mafalda", da chef Mafalda Pinto Leite, onde os recipientes verde água e rosa claro ficavam lindos de morrer no decor da cozinha em tons pastel.
O meu primeiro contacto com a Bordalo já tem uns anos valentes. A minha mãe tinha uma taça-fruteira da linha Couve (semelhante à da imagem) que estava sempre na mesa da nossa sala e confesso que sempre achei que aquilo tinha um ar muito pirosinho... Consigo agora, à luz de outros olhos, ver toda a sua graça. Isto passa-se com as peças da Bordalo mas também com outro tipo de objetos vintage de que gosto tanto agora, como também já vos falei aqui no blog.
As linhas da Bordalo são tantas e tão giras que, de cada vez que faço uma incursão à loja da Fábrica nas Caldas, fico cheia de nervoso miudinho para escolher alguma coisa, porque a minha vontade é trazer tudo, mas na realidade não preciso propriamente de nada porque tenho um recheado enxoval mais do que suficiente para as necessidades cá de casa.
Da última vez que lá fui resolvi começar a fazer a coleção das sardinhas, também elas um revamp das sardinhas originais. Os modelos são imensos, com motivos de todos os géneros, por isso o difícil é escolher. Atualmente já tenho estas duas e espero vir a alargar a coleção.
De peças mais decorativas tenho ainda a cabeça de um cão com cara de poucos amigos. Não tenho a certeza que seja Bordalo porque não tem nenhuma marca que o indique, mas o espírito da peça é semelhante. Sempre detestei o "cão de louça" mas agora gosto muito de o ter comigo porque o meu pai gostava muito desta peça.
Depois o que tenho mais são peças para uso na cozinha ou para servir, principalmente na altura do Natal.
Aposto que agora, com a nova loja à mão de semear, não vou resistir a aumentar o espólio "Bordálico" (agarrem-me que senão em compro tudo!...)
E vocês também são fãs? Aposto que sim.
Vemo-nos por aqui. :D
sábado, 8 de outubro de 2016
A primavera chegou cá casa
Para início de conversa, não, não me enganei na estação. Sim, eu sei que já chegou o outono :-).
Passando agora ao que me trouxe hoje ao blog.
Há séculos que andava com a ideia de comprar umas andorinhas de cerâmica cá para casa. Adoro aquelas que há de vários tamanhos e cores vivas, as primas modernas das originais, que são as pretas mais realistas de Bordalo Pinheiro.
A minha ideia era comprar algumas para pôr na parede da varanda, que tem alguma decoração em verde claro e azul turquesa, mas ainda não tinha encontrado nenhumas a um preço em conta para poder comprar um conjunto de pelo menos 3.
Este verão, numa incursão à Feira da Luz, descobri um modelito de andorinha que nunca tinha visto. Eram as últimas que o feirante tinha em stock e que quis despachar com um desconto de quantidade. Estavam por isso reunidas as condições para um caso de amor à 1ª vista.
São pretas, mas de pintura baça e com um design mais estilizado. Mas o que mais me cativou foi a pintura, com motivos tradicionais portugueses, ao jeito do Galo de Barcelos.
Acabei por achar que elas era demasiado giras para ficarem a apanhar pó na varanda, mas demorei algum tempo para me decidir qual o spot ideal para as colocar cá em casa.
Depois de algumas simulações, achámos que no hall iam ficar perfeitas, por cima de uma prateleira que lá temos com umas molduras e dois solitários com caninhas da felicidade.
Passando agora ao que me trouxe hoje ao blog.
Há séculos que andava com a ideia de comprar umas andorinhas de cerâmica cá para casa. Adoro aquelas que há de vários tamanhos e cores vivas, as primas modernas das originais, que são as pretas mais realistas de Bordalo Pinheiro.
A minha ideia era comprar algumas para pôr na parede da varanda, que tem alguma decoração em verde claro e azul turquesa, mas ainda não tinha encontrado nenhumas a um preço em conta para poder comprar um conjunto de pelo menos 3.
Este verão, numa incursão à Feira da Luz, descobri um modelito de andorinha que nunca tinha visto. Eram as últimas que o feirante tinha em stock e que quis despachar com um desconto de quantidade. Estavam por isso reunidas as condições para um caso de amor à 1ª vista.
São pretas, mas de pintura baça e com um design mais estilizado. Mas o que mais me cativou foi a pintura, com motivos tradicionais portugueses, ao jeito do Galo de Barcelos.
Acabei por achar que elas era demasiado giras para ficarem a apanhar pó na varanda, mas demorei algum tempo para me decidir qual o spot ideal para as colocar cá em casa.
Depois de algumas simulações, achámos que no hall iam ficar perfeitas, por cima de uma prateleira que lá temos com umas molduras e dois solitários com caninhas da felicidade.
O que vos parece o resultado final? Nós cá em casa gostamos muito.
Vemo-nos por aqui e até lá, bons voos decorativos.
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
"Faça você mesmo" no Regresso às Aulas
A Ritinha passou para o 5º ano. E a excitação é mais que muita, com todas as novidades que daí advêm: várias disciplinas e professores, ter de gerir um horário, agenda escolar, cacifo na escola (the american way), ir ao bar, poder sair para almoçar, ter um telemóvel...tudo coisas de menina crescida.
No outro dia dizia-me: "Mamã, estou a adorar o 5º ano, principalmente a liberdade. E estou ansiosa para que as coisas comecem mesmo a sério, para eu me organizar sozinha a estudar". Organização é com ela, mas alguém tem de dar um empurrãozinho para as coisas acontecerem, e para isso lá tenho eu de me chegar à frente.
Demos uma volta às coisas do ano passado, livrámo-nos do que já não era preciso, organizámos a secretária e até fizemos pequenas mudanças no quarto (anteriormente já tinha mostrado aqui como ficou o decor). Tudo em prol de um ambiente relaxante e acolhedor, onde apetece estar a descontrair mas, também, a estudar.
Mas a organização ainda precisava de um toque mais "profissional" e para isso fomos buscar inspiração aos 500.000 perfis com dicas de DIY sobre tralhinhas para organizar e decorar quartos de meninas, que a Rita adora devorar horas perdidas no youtube.
É incrível o infindável mundo de ideias giríssimas e de simples execução. Eu confesso que também me perco a ver os vídeos para tirar ideias. É só preciso alguma paciência e reunir os materiais, de preferência não gastando muito dinheiro e usando coisas que já temos em casa. Para comprar o que for necessário, o nosso fornecedor de eleição é a super loja chinesa cá do bairro, onde também comprámos tudo o que foi preciso para este DIY.
A Rita adora estes nossos momentos "mãe e filha", onde ela dá asas à sua imaginação e durante uns largos minutos tem a minha atenção só para ela. E o que nós mais gostamos é de contemplar, com satisfação e orgulho, o produto acabado.
Passo a detalhar o que fizemos e como (a nossa inspiração veio deste Tutorial, onde podem ainda encontrar outras ideias giras para complementar).
ORGANIZADOR MOTIVACIONAL
Lista de materiais:
- um cartão grosso, tamanho q.b. para o pretendido (nós usamos o fundo de uma caixa de uvas)
- papel fantasia para forrar
- cola líquida
- fita de tecido (e respetivas caixinhas)
- massa de moldar de secar ao ar (para os pins emojis)
- tinta acrílica
- pioneses
- pistola de cola quente (já tinha e é uma coisa que dá sempre jeito ter)
- molinhas de madeira às cores
- outros materiais para as decorações.
Como fazer:
Resultado:
Espero que tenham gostado e que vos tenha inspirado.
Vemo-nos por aqui :D
No outro dia dizia-me: "Mamã, estou a adorar o 5º ano, principalmente a liberdade. E estou ansiosa para que as coisas comecem mesmo a sério, para eu me organizar sozinha a estudar". Organização é com ela, mas alguém tem de dar um empurrãozinho para as coisas acontecerem, e para isso lá tenho eu de me chegar à frente.
Demos uma volta às coisas do ano passado, livrámo-nos do que já não era preciso, organizámos a secretária e até fizemos pequenas mudanças no quarto (anteriormente já tinha mostrado aqui como ficou o decor). Tudo em prol de um ambiente relaxante e acolhedor, onde apetece estar a descontrair mas, também, a estudar.
Mas a organização ainda precisava de um toque mais "profissional" e para isso fomos buscar inspiração aos 500.000 perfis com dicas de DIY sobre tralhinhas para organizar e decorar quartos de meninas, que a Rita adora devorar horas perdidas no youtube.
É incrível o infindável mundo de ideias giríssimas e de simples execução. Eu confesso que também me perco a ver os vídeos para tirar ideias. É só preciso alguma paciência e reunir os materiais, de preferência não gastando muito dinheiro e usando coisas que já temos em casa. Para comprar o que for necessário, o nosso fornecedor de eleição é a super loja chinesa cá do bairro, onde também comprámos tudo o que foi preciso para este DIY.
A Rita adora estes nossos momentos "mãe e filha", onde ela dá asas à sua imaginação e durante uns largos minutos tem a minha atenção só para ela. E o que nós mais gostamos é de contemplar, com satisfação e orgulho, o produto acabado.
Passo a detalhar o que fizemos e como (a nossa inspiração veio deste Tutorial, onde podem ainda encontrar outras ideias giras para complementar).
ORGANIZADOR MOTIVACIONAL
Lista de materiais:
- um cartão grosso, tamanho q.b. para o pretendido (nós usamos o fundo de uma caixa de uvas)
- papel fantasia para forrar
- cola líquida
- fita de tecido (e respetivas caixinhas)
- massa de moldar de secar ao ar (para os pins emojis)
- tinta acrílica
- pioneses
- pistola de cola quente (já tinha e é uma coisa que dá sempre jeito ter)
- molinhas de madeira às cores
- outros materiais para as decorações.
Como fazer:
![]() Cortar o cartão à medida. Espalhar cola líquida em toda a superfície. | ||
Forrar com papel fantasia.
Para o acabamento do cartão ficar melhor o papel deve ser preso na parte de trás.
Forrar a toda a volta com fita adesiva de tecido (também pode ser com washi tape).
Rematar os cantinho para decorar e reforçar (opcional).
![]() | ||
Aproveitar as caixas da fita adesiva.
Cortar a tampa e as abas de um dos lados.
Forrar as caixa por dentro com papel.
Decorar por fora com fita e colar ao painel com cola quente.
![]() |
Colar as molas com cola quente para pendurar os restantes elementos. Decorar a gosto. |
O sofá vintage foi outra das novidades na decoração.
Vemo-nos por aqui :D
domingo, 25 de setembro de 2016
Foi um ar que se lhe deu...
O verão este ano para mim voou. Quase nem dei por ele passar...
As férias souberam a pouco. Com as twins a logística é complicada e por isso é difícil conseguir fazer aqueles programinhas com verdadeiro sabor a verão, com tardes na praia até já não haver um raio de sol, uma bela jantarada no restaurante que está a dar, uma ida à esplanada, um copo à noite para por a conversa em dia...
Num piscar de olhos já estamos no outono, embrulhados na lufa lufa do regresso às aulas, este ano ainda mas stressante porque a Rita entra mais cedo na escola e tem toda uma nova dinâmica associada ao 5º ano.
Tivemos já mudanças de escola, de professores e de colegas. Não tarda estamos a braços com a tradicional mudança das roupas da estação, mudança de cabelo (ou melhor, erosão...) a mudança da hora e a tão previsível mudança de humor, que vem com os dias a ficarem mais mais curtos e o sol a escassear. Há coisas que nunca mudam...
As férias souberam a pouco. Com as twins a logística é complicada e por isso é difícil conseguir fazer aqueles programinhas com verdadeiro sabor a verão, com tardes na praia até já não haver um raio de sol, uma bela jantarada no restaurante que está a dar, uma ida à esplanada, um copo à noite para por a conversa em dia...
Num piscar de olhos já estamos no outono, embrulhados na lufa lufa do regresso às aulas, este ano ainda mas stressante porque a Rita entra mais cedo na escola e tem toda uma nova dinâmica associada ao 5º ano.
Tivemos já mudanças de escola, de professores e de colegas. Não tarda estamos a braços com a tradicional mudança das roupas da estação, mudança de cabelo (ou melhor, erosão...) a mudança da hora e a tão previsível mudança de humor, que vem com os dias a ficarem mais mais curtos e o sol a escassear. Há coisas que nunca mudam...
terça-feira, 10 de novembro de 2015
O peso dos dias
Ultimamente os dias têm sido pesados. Pesados porque são duros. Pesados porque custam a "carregar" até chegar a manhã seguinte. E as forças falham muito antes de chegarem ao fim.
As noites também não são bem noites. São bocadinhos de dias intercalados com uns minutos de sonhos a correr porque, já já, é preciso acordar à bruta, mudar mais uma fralda, dar mais um biberon, acalmar mais um choro.
As semanas são uma montanha russa mas daquelas em que o carrinho fica parado na parte de cima do loop, com a adrenalina sempre a bombar. A diferença é que não há distinção entre os momentos altos e baixos, porque o stress não alterna com o descanso, antes pelo contrário.
Aqueles minutos só para nós escasseiam (eu diria mesmo, extinguiram-se) e quando damos por isso estamos constantemente a fazer flashbacks e a constatar há quanto tempo não temos um fim de semana de relax, saímos à noite, vamos ao cinema, ou, vá...já para não sermos muito exigentes, conseguimos ir à casa de banho ou jantar em paz e de preferência sem ter de ter um bebé ao colo.
A falta de descanso, de energia, de paciência, parece atrair o universo a conspirar contra nós: o despertador que não toca, a birra para ir para a escola, o atraso a sair de casa, os mails a acumularem-se, os prazos e horários sempre a morderem-nos os calcanhares, as filas de trânsito, o monte de TPC para ajudar a fazer, várias criaturinhas para alimentar, tratar e adormecer, e se tudo correr bem, uns minutos no sofá antes de cair de maduro.
E assim se chega ao fim de mais um dia. Amanhã lá regressamos para mais uma voltinha, mais uma viagem na montanha russa. Resta-nos fazer figas para que a gravidade esteja do nosso lado.
Vemo-nos por aqui :D
As noites também não são bem noites. São bocadinhos de dias intercalados com uns minutos de sonhos a correr porque, já já, é preciso acordar à bruta, mudar mais uma fralda, dar mais um biberon, acalmar mais um choro.
As semanas são uma montanha russa mas daquelas em que o carrinho fica parado na parte de cima do loop, com a adrenalina sempre a bombar. A diferença é que não há distinção entre os momentos altos e baixos, porque o stress não alterna com o descanso, antes pelo contrário.
Aqueles minutos só para nós escasseiam (eu diria mesmo, extinguiram-se) e quando damos por isso estamos constantemente a fazer flashbacks e a constatar há quanto tempo não temos um fim de semana de relax, saímos à noite, vamos ao cinema, ou, vá...já para não sermos muito exigentes, conseguimos ir à casa de banho ou jantar em paz e de preferência sem ter de ter um bebé ao colo.
A falta de descanso, de energia, de paciência, parece atrair o universo a conspirar contra nós: o despertador que não toca, a birra para ir para a escola, o atraso a sair de casa, os mails a acumularem-se, os prazos e horários sempre a morderem-nos os calcanhares, as filas de trânsito, o monte de TPC para ajudar a fazer, várias criaturinhas para alimentar, tratar e adormecer, e se tudo correr bem, uns minutos no sofá antes de cair de maduro.
E assim se chega ao fim de mais um dia. Amanhã lá regressamos para mais uma voltinha, mais uma viagem na montanha russa. Resta-nos fazer figas para que a gravidade esteja do nosso lado.
Vemo-nos por aqui :D
segunda-feira, 25 de maio de 2015
As coisas que vamos perdendo... e ganhando.
No regresso a casa ouvi na rádio que hoje era "Dia de perder tempo à procura de alguma coisa perdida". E assinala-se este dia pelo facto de ser segunda-feira e de ser um dia propício para andarmos à procura de objetos aos quais costumamos perder o rumo (nem de propósito hoje cheguei ao trabalho e tive de voltar a casa porque me esqueci do computador...).
Mas não sei porquê, a ideia de pensar em "coisas" que tenhamos perdido fez a minha mente viajar (isto ultimamente tem andado um bocado para o dark side...), mas não para os objetos que também passo a vida a perder, mas sim para as "coisas" que já fui perdendo ao longo dos anos.
E rapidamente me vieram à cabeça umas quantas... umas que me eram muito queridas, outras mais ou menos irrelevantes, mas pareceu-me um bom motivo para regressar ao blog e partilhar o registo.
Algumas das coisas que perdi:
- o meu pai tinha de estar, como é obvio, à cabeça das coisas de importância basilar na minha vida e que já perdi. A expressão "nunca mais" aplicada a ele é das coisas que mais nó na garganta me dá;
- os meus avós e outros familiares queridos: o desaparecimento das nossas raízes, as que estiveram "sempre lá", começam a fazer-nos sentir meio "à deriva" e as memórias da nossa infância começam a ficar um pouco mais esbatidas;
- alguns amigos/as queridos: a maioria deles partiu demasiado cedo e ainda com muito para dar;
- as férias grandes, tão grandes que dava para enjoar e ter saudades da escola;
- a liberdade de brincar na rua com primos e amigos, de sol a sol, sem ninguém se preocupar connosco;
- o leitinho com palhinha que a minha mãe e a minha avó me levavam à cama de manhã;
- o conseguir dormir de rajada até às 2 da tarde;
- a (pouca) capacidade de resistência a borgas e noitadas (sempre fui uma couve e os pezinhos nunca ajudaram...);
- a paciência para discotecas ou sítios com muito fumo e muito barulho. Ah! E arranjem-me sff um banquinho para sentar (já referi que tinha uns pezinhos fracos??);
- a capacidade de nunca ter frio no mar e ficar até 3 horas de molho, até sair de lá estilo passa;
- a oportunidade de ir estudar para fora;
- uma longa cabeleira até à cintura;
- alguns pequenos animais de estimação (peixes, piriquitos e pardais), o que me fez nunca querer ter nenhum bicho "mais a sério" para não correr o risco de passar por essa perda;
- a inconsciência de ficar horas a torrar ao sol toda barradinha de óleo johnson;
- os chumaços dos anos 80 (aleluia!).
Mas em compensação a vida trouxe-me muitas outras coisas boas:
- a família que eu criei: o meu marido e as minhas "ricas filhas" (lá diria a Tia Cinha), que são o meu maior orgulho e que me enchem o coração;
- uma vida que já passou por alguns altos e baixos, mas que é estável e que me dá aquilo que preciso para ser feliz;
- confiança, em mim e nas minhas capacidades como mulher, mãe e profissional;
- responsabilidade, com o que isso tem de bom, mas às vezes de mau;
- novos amigos do coração;
- 3 afilhados;
- novos horizontes e interesses;
- novas maneiras de ver que o que é simples é o mais belo;
- muita lamechice (isto já tinha desde cedo mas a idade trouxe-me às carradas...);
- experiência, e com ela mais rugas e cabelos brancos (mas vá...dizem que dá charme).
Assim "a olho" a lista dos "perdidos" é maior que a dos "achados", mas isso não importa, porque o balanço é claramente positivo.
Sou uma sortuda. Não tenho dúvida. E nos momentos mais down, tento sempre não me esquecer disso. Como fiz hoje.
Vemo-nos por aqui ;D
---------------------
Image credits: http://www.amwaycenter.com
terça-feira, 31 de março de 2015
Constatações dos últimos tempos
Mas deixemo-nos de fait divers e passemos sem demoras ao que me trouxe aqui hoje: constatações diversas.
Não tenho uma ideia única mas sim um conjunto de coisas genéricas e dispersas que me têm assaltado a mente nos últimos tempos e que me apeteceu registar. Passo a partilhar, sem nenhuma ordem de importância (ou mesmo de interesse heheheh):
- Há coisa banais que ganham toda uma outra dimensão quando temos bebés pequenos para tratar: conciliar dois sonos é uma proeza heróica, uma hora de silêncio vale ouro e sair de casa ao fim de semana antes das 16:00 é uma vez em cem.
- O número de vezes que vamos ao supermercado comprar fraldas, iogurtes e leite só é superado pelas idas à farmácia.
- A logística para passar dois dias fora de casa é a mesma do que se fosse para uma semana e quase sempre o esforço não compensa o bem que pode saber.
- Acartar dois ovinhos ao mesmo tempo mais uma mala carregada de tralha não é para meninos e muito menos para meninas.
- As viagens de carro sem acompanhantes infanto-juvenis e a hora do banho são os momentos zen do dia.
- Encomendar take-away de sushi ou beber um gin tónico são o momento mais alto da semana.
- Um simples jantar em casa de amigos consegue ser uma odisseia.
- Chupar ranho com um tubo e desentupir intestinos preguiçosos são o pão nosso de cada dia.
- A maquilhagem faz milagres.
- Qualquer semelhança entre trabalhar com pouca horas de sono e um episódio do Walking Dead não é pura coincidência.
- O frigorífico à noite deve emitir daqueles ultra sons idênticos aos apitos para chamar cães e golfinhos.
- Não é só ao burro do Shrek que treme o olho com stress.
- Cinema: a última vez que fui deve ter sido ver o E.T.
- A nossa condição à nascença não determina o nosso desenvolvimento futuro (disso é exemplo a minha miúda "do meio" que quando nasceu era mais enfezadadita que a mana gémea e agora parece que é mãe dela).
- Nunca temos chuchas nem babetes demais.
- O Baby TV é o melhor canal do cabo.
- Lojas de artigos de criança em segunda mão e o OLX são duas das grandes invenções do século.
- As macacadas da mana mais velha são o programa mais divertido que há.
- Dar banho na banheira de joelhos é passaporte quase certo para uma hérnia discal.
- Compensa mais sustentar um burro a pão de ló (de Ovar) do que dar vacinas fora do plano nacional de vacinação.
- As unhas cortam-se de 3 em 3 dias.
- Halibut: o melhor amigo da mãe e do rabinho do bébé.
- Usar o cabelo sem ser apanhado e brincos compridos pode ser extremamente perigoso.
- 5 não são demais.
- Os nossos filhos (filhas neste caso) são os mais lindos/as e especiais do universo e arredores.
E para já é tudo de que me lembro.
Vemo-nos por aqui ;D
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Festa dos 9 anos da Rita
Todos os anos a festa de aniversário da Ritinha é um desafio que tenho entre mãos.
Ela vibra com este dia, que é idealizado até à exaustão com meses de antecedência.
E o que faço eu? Eu alinho. E dou por mim ainda mais empolgada do que ela, a pesquisar milhões de ideias para convites, bolo, decoração, etc. Está-me no sangue, o que é que querem?
Preparar uma festa de anos hoje em dia é coisa para pôr os nervos das mães em franja (já tinha falado sobre isso aqui no blog). E eu não sou excepção. Sim, assumo. Stresso forte e exponencialmente há medida que o dia se aproxima porque tenho tendência a querer fazer mil e uma coisas, o que não simplifica nada a tarefa, antes pelo contrário. O facto de ser um bocado (vá.., muito, admito) perfecionista também não ajuda...
Este ano não foi diferente, ainda para mais porque decidimos que íamos fazer a festa na sala de condomínio cá do prédio, ao contrário do ano passado que optámos por um local fora de casa com solução "chave-na-mão". Paga-se geralmente um bocado, mas ao menos é uma "intervenção cirúrgica" sem complicações e que não implica preparação no pré, nem recuperação no "pós-operatório".
Todos os anos a festa tem um tema, como não podia deixar de ser, e este ano o tema escolhido foi o jogo de computador Minecraft. Para quem nunca ouviu falar, é uma espécie de um mundo virtual deserto todo pixilizado, onde os jogadores podem construir edifícios e não só, com os materiais, minérios e ferramentas que vão reunindo. Lá pelo meio vivem mil e uma personagens, mais ou menos humanas, mais ou menos animais, mais ou menos zombis...enfim, só vendo...mas digo-vos que isto é já uma mania generalizada no mundo inteiro.
Começamos sempre os preparativos por idealizar os convites e este ano optámos por fazer uma coisa 3D, porque no jogo é tudo composto por cubos/pixels. E assim nasceu o convite "torrão de terra com relva" que é uma espécie de símbolo do jogo. Nas diversas faces do cubo ia a informação de dia, hora, local, etc. Foi um sucesso lá na escola heheheh.
Ela vibra com este dia, que é idealizado até à exaustão com meses de antecedência.
E o que faço eu? Eu alinho. E dou por mim ainda mais empolgada do que ela, a pesquisar milhões de ideias para convites, bolo, decoração, etc. Está-me no sangue, o que é que querem?
Preparar uma festa de anos hoje em dia é coisa para pôr os nervos das mães em franja (já tinha falado sobre isso aqui no blog). E eu não sou excepção. Sim, assumo. Stresso forte e exponencialmente há medida que o dia se aproxima porque tenho tendência a querer fazer mil e uma coisas, o que não simplifica nada a tarefa, antes pelo contrário. O facto de ser um bocado (vá.., muito, admito) perfecionista também não ajuda...
Este ano não foi diferente, ainda para mais porque decidimos que íamos fazer a festa na sala de condomínio cá do prédio, ao contrário do ano passado que optámos por um local fora de casa com solução "chave-na-mão". Paga-se geralmente um bocado, mas ao menos é uma "intervenção cirúrgica" sem complicações e que não implica preparação no pré, nem recuperação no "pós-operatório".
Todos os anos a festa tem um tema, como não podia deixar de ser, e este ano o tema escolhido foi o jogo de computador Minecraft. Para quem nunca ouviu falar, é uma espécie de um mundo virtual deserto todo pixilizado, onde os jogadores podem construir edifícios e não só, com os materiais, minérios e ferramentas que vão reunindo. Lá pelo meio vivem mil e uma personagens, mais ou menos humanas, mais ou menos animais, mais ou menos zombis...enfim, só vendo...mas digo-vos que isto é já uma mania generalizada no mundo inteiro.
Começamos sempre os preparativos por idealizar os convites e este ano optámos por fazer uma coisa 3D, porque no jogo é tudo composto por cubos/pixels. E assim nasceu o convite "torrão de terra com relva" que é uma espécie de símbolo do jogo. Nas diversas faces do cubo ia a informação de dia, hora, local, etc. Foi um sucesso lá na escola heheheh.
A seguir vem sempre o bolo e na pesquisa que a Rita fez no Google descobriu este de um dos personagens mais conhecidos do jogo, chamado, vejam bem, Feromonas...
Confesso que quando ela mo mostrou que pensei "deves, deves..." e até quase à última da hora estive a tentada a vacilar em deixar-me de ideias tristes e mandar fazê-lo numa pastelaria, até porque a minha experiência em cake design era nula. Mas depois achei que valia a pena o esforço, pelo desafio e por algum dinheiro que sempre se poupa...
Abaixo podem ver o resultado final da minha cópia (orgulho!).
Fiz ainda umas guloseimas que percebi que agora são a nova moda nas festas da criançada que geralmente nada come a não ser guloseimas, que são os cake pops - também em forma de torrão de terra (bolo de cenoura coberto de chocolate, salpicado de relva (coco tingido de verde). A foto não é grande coisa mas dá para ficarem com uma ideia.
E para fechar o pack da festa temática, fiz uma série de decorações mas de que me esqueci de tirar foto para a posteridade...Mas ficam com uma ideia de como eram pelas imagens abaixo.
Dá muito trabalho, não há dúvida, mas ver a felicidade dela compensa tudo. E no final tive direito a um sentido "Obrigada mamã por todo o trabalho que tiveste com a festa". Há coisa que pague isto? Claro que não.
E pronto, para o ano há mais. Agora tenho ainda mais as festas das manas para me entreter, porque já tenho pouco que fazer...LOL
Vemo-nos por aqui ;D
domingo, 18 de janeiro de 2015
E pronto....tudo o que é bom acaba rápido.
"Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida" - veio-me à cabeça esta música do Sérgio Godinho ao pensar no meu dia de amanhã.
Depois de mais de um ano ausente do trabalho, entre baixa, licença de maternidade e férias, amanhã será o meu regresso "ao batente". Agora que a nossa família está completa, este regresso assinala uma nova fase da nossa vida, onde passei de mãe de filha única a mãe de uma família numerosa, com tudo o que isso implica.
Posso dizer que neste momento os meus sentimentos saltitam entre um misto de saudade dos desafios do trabalho e a ansiedade/nervoso miudinho por voltar à rotina e ao stress que lhe é tão característico, tendo de gerir o tempo, que é sempre pouco, ainda para mais agora partilhado com mais dois pequenos seres que dependem tanto de mim.
Como é natural, estou também já a sofrer da lamechice de mãe que vai ter de deixar as suas crias, que tendo agora já 7 mesinhos, começam a interagir mais com tudo o que as rodeia e a fazer aquelas gracinhas adoráveis típicas da idade, que ninguém quer perder. Consola-me e deixa-me mais descansada o facto de saber que vamos poder mantê-las em casa por mais uns tempos, onde ficam mais resguardas, confortáveis e com mimo em exclusividade, que não aconteceria se tivessem de ir para o infantário. Mal posso esperar para chegar a casa e voltar para os seus deliciosos sorrisos e abracinhos...
Este precioso tempo que tive, e que não volta mais (sim porque 3 filhas já chega bem, bolas!) foi vivido com muito trabalho, noites mal dormidas e agitação, mas felizmente com paz de espírito. Foi muito diferente da experiência que tive na licença de maternidade da Rita, em que o alívio foi grande quando fui trabalhar, porque me sentia muitas vezes à beira da total exaustão física e mental (ter de tratar 24h/dia de um bebé chorão dá cabo de qualquer um...). Nesta 2ª ronda foi por isso decisiva a ajuda que tive e vou continuar a ter com as miúdas, fundamentais para uma mãe conseguir ter tempo para espairecer, tratar de si e manter a sanidade mental. Sinto-me privilegiada por isso.
E pronto...costuma-se dizer que "o que não nos mata torna-nos mais fortes", por isso espero que esta minha nova condição de mãe de gémeos me dê a endurance e capacidade de relativização necessária para manter a calma e a atitude sempre positiva nos próximos tempos, que se avizinham mais desafiantes do que nunca.
Mas a vida é isso mesmo, um desafio atrás do outro, por isso, venham eles!
Vemo-nos por aqui ;D
P.S. - Wish me luck!
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