quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O Natal é quando um homem quiser


A notícia do dia merece honras de dia 1 de abril. 

Eu achava que já tinha visto de tudo, mas de facto o ser humano é um bicho que não pára de surpreender, tal é a sua capacidade inventiva.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou que o Natal foi antecipado para novembro, com o objetivo de "animar a malta", que está em baixo e precisa de um ânimo extra e por isso, venha de lá a festança 1 mês mais cedo.

Ora o que é que interessa o facto do Natal se celebrar a 25 de dezembro em todo mundo católico desde o ano 354, e que a tradição é para se cumprir? O Natal é quando um homem quiser, lá diz o ditado, e Maduro é um homem preocupado com o bem estar do seu povo. No Brasil também anda tudo a banhos no Natal, não é? Por isso vai dar mais ou menos à mesma coisa.

Eu diria que por cá a coisa era capaz de ter o efeito contrário...Com tantos cortes nos subsídios, a malta nem quer ouvir falar em Natal, quanto mais antecipá-lo...

É o mundo que temos...Vemo-nos por aqui. ;D


domingo, 13 de outubro de 2013

A menina que nada teme e só quer aprender


Há pessoas tão grandiosas que nos fazem sentir um grão de areia no deserto. São uma espécie de diamante em bruto, daqueles tão raros que só aparecem de tempos a tempos. A sua beleza é imensa e o seu valor é incomensurável. E assim é Malala Yousafzai.

Confesso que nunca tinha ouvido falar dela a não ser quando, na semana passada, se começou a falar sobre os candidatos ao Nobel da Paz. A sua determinação e, acima de tudo, juventude, fizeram com que quisesse saber mais sobre esta pequena "guerreira".

Malala passou a ser conhecida quando começou a escrever um blogue para um serviço da BBC, apenas com 11 anos. No blogue descrevia a vida no Swat, a região do Paquistão onde vivia, e que se encontrava sob o domínio dos talibãs.

As denúncias que trouxe "a lume" relataram uma opressão brutal e sangrenta, com todos os que se opunham às regras impostas a serem mortos, publicamente espancados, as mulheres proibidas de ir ao mercado, as raparigas impedidas de ir à escola e as próprias escolas destruídas.

Quando o exército lançou uma ofensiva para afastar os talibãs, Malala conseguiu fugir com a família, liderada pelo seu pai, diretor de uma escola e também ele ativista pró-educação.

Em outubro do ano passado, os talibãs enviaram dois homens para a assassinar, quando seguia no autocarro da escola. A jovem paquistanesa foi alvejada na cabeça, ficando com ferimentos graves no rosto. Foi assistida medicamente no Reino Unido e após um período de longa recuperação conseguiu sobreviver e ultrapassar o atentado, transformando o seu medo pelos opressores em força para lutar pela educação das raparigas, usando o conhecimento e a paz como armas contra a violência e a intolerância.

De lá para cá tem feito ouvir a sua voz e a sua mensagem. Em julho foi aplaudida de pé na Assembleia Geral das Nações Unidas, ganhou o prémio Sakharov pela Liberdade de Pensamento atribuído pelo Parlamento Europeu, recebeu o primeiro prémio nacional de paz atribuído pelo Governo paquistanês e foi nomeada para o Prémio Internacional de Paz para as Crianças. É admirável como alguém de aspeto aparentemente frágil e delicado, parece ter força para mover montanhas.  

A distinção da academia sueca não lhe bateu à porta desta vez (foi para a Organização para a Proibição de Armas Químicas) mas estou certa que isso vai acontecer, mais cedo ou mais tarde. Assim ela tenha a sorte de a sua voz não ser silenciada por aqueles que diz terem medo do conhecimento...

Que este diamante se mantenha assim, puro, impenetrável e iluminando o mundo com o seu brilho.

Vemo-nos por aqui. 


Vídeos:
Nações Unidas - Assembleia da Juventude
Entrevista no Daily Show

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Atualização pós publicação
No dia 10/10/2014 o presidente do Comité Norueguês do Nobel, Thorbjoern Jagland, divulgou a atribuição do Prémio Nobel da Paz  à ativista paquistanesa Malala Yousufzai e ao indiano Kailash Satyarthi, e afirmou que "as crianças têm de ir à escola e não podem ser financeiramente exploradas". O prémio foi atribuído aos dois ativistas "pela sua luta contra a repressão de crianças e jovens e pelo direito de todas as crianças à educação".

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

A Teoria da Relativização




E como passar da teoria à prática?

Como conseguir "dar a volta" e ver as coisas más (ou menos boas) que nos acontecem com uma perspetiva positiva? O que podemos aprender com elas? Ou então, e melhor ainda, como conseguir reduzi-las à insignificância que elas devem ter e concentrar os esforços no ultrapassar do desafio?

Relativizar ajuda-nos a pesar os problemas. Serão assim tão grandes? Serão assim tão graves? Daqui a  6 meses, um ano, terão alguma importância? Provavelmente se os analisarmos "ao microscópio", no final do dia são apenas grãos de areia minúsculos ou até ridículos.

Relativizar é por isso a ideia chave, a atitude essencial para sobrevivermos à tempestade e não nos afogarmos num mar de stress e ansiedade. 

E como é habitual, lá andei eu nas minhas pesquisas sobre os temas que me ocupam a mente. E como sempre descobri alguns bons conselhos.

Para que o processo de salvação de nós mesmos funcione, é imprescindível agir. Agir em relação a nós próprios e à forma como levamos a vida. Fazendo algo pelo nosso bem estar, todos os dias. Simplificando os processos. Afastando os pensamentos paralisantes da nossa ação. Anulando as ideias de medo. Preocupando-nos menos com o que os outros querem ou pensam.

Então, o que nos falta? Na maioria das vezes, autodisciplina (ui, nem me lo digam...). Sem ela será impossível atingirmos objetivos, por muito bem definidos que eles possam estar. Porque a autodisciplina é também geradora de energia de mudança, fazendo nascer em nós a vontade de conseguir, mesmo quando sentimos poucas forças para fintar o adversário, seguir em frente em direção à baliza e marcar.

Ora recapitulando, ideias a ter sempre em mente (acho que vou imprimir isto em grande formato...):
- Deixar o trabalho no escritório (física e mentalmente)
- Desfrutar os momentos bons (férias, convívio com amigos, namorar, etc.)
- Aprender a dizer que não
- Aprender a delegar
- Não adiar a resolução dos problemas 
- Focar no que é melhor para nós
- Pensar com lógica (analisar, prioritizar, simplificar, etc.)
- Melhorar a auto-estima e auto-confiança
- Definir os nossos objetivos e prioridades de vida.

Se souberem de uma maneira mais fácil, avisem!

Vemo-nos por aqui. ;D

sábado, 21 de setembro de 2013

Os desafios da "rentrée"



A rentrée.

Não sei ao certo desde quando esta palavra francesa "entrou no nosso dicionário", mas penso que para isso muito contribuiu a classe jornalística/política, ao referir-se ao "voltar a arregaçar as mangas" (uns mais que outros, é bem certo...) após o período de férias.

E a palavra pegou, generalizou-se, tendo entrado no léxico do comum dos mortais, nomeadamente no mundo empresarial.

A rentrée tornou-se uma espécie de linha imaginária que separa o ano, e para a qual todos parecem concentrar os seus esforços, muitas vezes querendo recuperar o tempo não aproveitado nos meses anteriores ao verão. O problema dessa linha, é que à sua frente tem apenas 3/4 mesinhos de calendário, o que significa que a pressão para a concretização dos objetivos aumenta exponencialmente.

Mas para além disso, há que ultrapassar o período pós-traumático de deixar de ter os dias para fazer o que bem nos apetece (li algures que o nosso corpo demora 5 dias a conseguir adaptar-se ao regresso ao trabalho), passar a ter de ajustar a rotina familiar e horários ao recomeço do ano escolar (com todos os desafios logísticos que isso acarreta) e a cereja no topo do bolo será quando mudar a hora, os dias passarem a ser minúsculos, sairmos de casa e do trabalho já de noite e começar a chuva e o frio que nos vai obrigar a trocar todo o guarda roupa para a nova estação.

Bom... mas atenção, nem tudo é mau...há uma coisa boa na rentrée: o Natal. Tirando isso, acho que passávamos bem sem ela, não vos parece?

Vemo-nos por aqui. ;D


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Que "fofinhos" que eles são


Adoro cactos. Sempre adorei.

Tenho alguns cá em casa mas ainda quero ter mais, apesar do P. detestar porque acha que é uma planta feia e sem interesse. 

Pois eu cá acho-os bem fofinhos, independentemente da espécie e forma. Geralmente quando vou para os comprar o difícil mesmo é escolher.

Segundo a filosofia do Feng Shui parece que os cactos são vistos como "Guardiães" da casa, uma vez que purificam o ambiente. Diz-se até que funcionam como uma barreira contra as radiações emitidas pelos computadores e televisões. 

Os cactos e as suas primas "plantas carnudas" são a opção perfeita para quem tem pouco tempo para cuidar do seu "jardim". Dão-se em qualquer canto dentro de casa ou no exterior, pois gostam de muito sol, resistem à falta de rega e exigem poucos cuidados de manutenção. Eu como não tenho muito jeito para a jardinagem, sendo frequente morrerem-me as pobres criaturas por falta da assistência, o cacto é sem dúvida a planta ideal para mim.

Dado ser uma espécie "todo o terreno" podem crescer facilmente em recipientes pouco fundos, como é o caso dos vasos habitualmente usados para os bonsais (outra espécie que eu adoro mas que também não tenho a sorte de me durar muito...). 

Gosto especialmente de ver arranjos com várias variedades, bem coloridos.

Sei que ficaria lindamente um destes na mesa da minha varanda, por isso é um dos próximos projetos a concretizar, logo que consiga eu um pratinho étnico que tenho em mente mas que não há meio de encontrar...

Vemo-nos por aqui. :D



sábado, 31 de agosto de 2013

Ler é viver

Gosto regularmente de comprar livros. Não me considero uma leitora compulsiva (confesso que gostaria de o ser mais) porque como habitualmente só leio ao deitar, demoro bastante tempo a acabar um livro porque rapidamente me dá o sono....

Uma das muitas coisas boas das férias é ter tempo para ler de "empreitada", coisa que geralmente me acontece, principalmente quando o livro é bom, e não se consegue parar de ler.

Estas férias foram mais 2 despachados, daqueles que já tinha há imenso tempo mas não havia meio de ter disponibilidade para o fazer. Antes das férias já tinha acabado de ler outro mais "informativo", mas também muito enriquecedor e com ensinamentos preciosos para a nossa saúde, que estou a tentar aplicar no dia a dia.

Os livros têm a capacidade de nos levar para outra realidade, de fazer puxar pela nossa imaginação para visualizar o que está a ser descrito, de nos emocionar rindo ou chorando, de nos ensinar a refletir e, acima de tudo (e essa é a minha parte favorita) de fazer com que deixemos de pensar em coisas que não interessam e em nada contribuem para a nossa calma e bem estar, nem que seja, apenas por uns minutos.

Destes 3, de estilos bem diferentes, recomendo todos. 



Vemo-nos por aqui. :D

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Sim, são verdadeiras!

Nos meus anos ofereceram-me uma máscara que há bastante tempo tinha debaixo de olho.

É a máscara "They're real", best seller da Benefit (venda exclusiva na Sephora). E o que é que tem de especial? Alonga, curva, levanta e separa as pestanas, fazendo parecer que temos "mais e maiores" (LOL).

O aplicador é uma escovinha de cerdas curtas e aborrachadas, que apanham a pestana junto à raiz, separando e dando, acima de tudo comprimento. A ponta arredondada levanta, define e curva facilmente, mesmo as pestanas inferiores. O resultado é de facto bom, quase estilo pestanas falsas.

A cor é bastante preta e a fórmula é de longa duração (até parece resistente à água) o que pode ser bom para durar todo o dia mas que dificulta um bocadinho a remoção.

Tem um pequeno inconveniente. Como seca depressa, só dá para aplicar no máximo 2 camadas para evitar que fique com grumos nas pontas das pestanas. Ou seja, a parte de dar volume fica um bocadinho aquém... De qualquer forma, recomendo, principalmente para quem tem as pestanas curtas.

Vemo-nos por aqui :D

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

É bom, não foi?


As férias de verão ainda ontem acabaram e já sinto saudades delas...

Não há dúvida que o verão é um tempo de excelência, de pausa, de descompressão, de recarregar baterias.

Por uns dias, a fuga à rotina faz-nos sentir mais vivos, com todos os sentidos "à flor da pele", desfrutando os cheiros, os sabores, as cores, bem ao jeito de um anúncio de bebida... 

E este não foi excepção, com direito a tudo o que a vida tem de bom: o tempo para a família, os mimos, o sol a aquecer-nos a pele, o calmante som do mar, interrompido por gargalhadas como pano de fundo, a sesta no fresquinho de casa ou à sombra do chapéu na praia, as bolas de Berlim, os concertos, os mergulhos na piscina azul, o cheiro do protetor solar, os petiscos para acabar o dia em beleza, a cor da pele, a cor da roupa e do pôr do sol, os carrosséis, a leitura em dia, o descobrir novos lugares, os gelados, as bebidas frescas a aquecer o espírito, o rever e estar com os amigos, o sentirmo-nos leves e felizes, por nós e por aqueles que amamos, só porque sim.

Há coisa melhor? Assim de repente não estou a ver...

Para o ano há mais, mas entretanto, vemo-nos por aqui :D

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Ólha a app "à borliu"!

Gostas de apps mas és como eu que não estás para gastar um cêntimo com elas? Então este post interessa-te.

A "AppsGoneFree" é uma aplicação para iphones ou ipads que, todos os dias, disponibiliza várias apps de graça.

Como funciona?

Todos os dias centenas de apps ficam gratuitas temporariamente para permitir gerar divulgação/experimentação. O que a "AppsGoneFree" faz é selecionar as que têm avaliações melhores e que vale a pena instalar (entre 5 e 10 diariamente). Quem instala esta app todos os dias recebe um alerta das novas apps disponíveis para download, com uma descrição e imagens/demo que ilustram como funcionam. Podem ver também qual o preço que teriam de pagar em circunstâncias normais.

Fazer parte da comunidade AppsGoneFree tem ainda outra vantagem. Coletivamente, os utilizadores podem tentar tornar uma app de que gostam grátis, pois a gestão do AppsGoneFree entra em contato com os developers dessas apps para fazer a negociação, informando que há utilizadores que estão interessados em testar app se ela ficar grátis por um dia. Como as apps querem as reviews positivas aceitam em fazê-lo e assim todos ficam a ganhar, que é o que se quer.

Disponível na app store.

Vemo-nos por aqui. ;D


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Até sempre amiga...


O meu coração ficou hoje sem um dos seus pedacinhos mais queridos. 

A minha amiga que há cerca de 2 meses tinha, aparentemente, conseguido levar a melhor à maldita doença que traiçoeiramente a apanhou, não conseguiu resistir mais. 

A sua luta, determinação e coragem ao longo de quase um ano foram de arrepiar e sempre manteve a atitude guerreira de "levar tudo à frente" que a caracterizava, com uma força inabalável. "Se eu não choro tu também não podes chorar" dizia-me ela... Investigou a fundo tudo sobre a doença e tratamentos, falou com oncologistas do mundo inteiro e parecia ter conseguido encontrar o caminho para a cura que lhe tinham dado como impossível. 

Os milagres às vezes acontecem, e os seus 5% de probabilidade de sobrevivência pareciam estar a tornar-se nos 95% quando os médicos lhe disserem que tinha passado oficialmente à fase de monitorização periódica. 

Ainda há cerca de uma semana e pouco tinha falado com ela e embora estivesse com dificuldade em recuperar da cirurgia a que tinha sido submetida, sentindo-se muito mal, isso seria o clinicamente expectável, por isso nada me fazia prever tal desfecho. "Tens de ter paciência e dar tempo ao tempo...não é agora que conseguiste alcançar o grande objetivo que vais baixar os braços e perder o ânimo" dizia-lhe eu e o resto do mundo. Mas ela não se conformava...e sentia-se a desistir...

Era um dos meus ombros amigos, na partilha dos meus stresses e angústias, muitas vezes idênticos aos seus. Revia-me nela e sentia-me bem perto dela. E sei que isso era recíproco. Sempre muito pragmática e racional na análise das situações, tinha sempre bons e assertivos conselhos para me dar: "Ouve o que eu te digo! Vou-te mandar um comando hipnótico para ver se metes isso na cabeça!"...

Mãe de dois filhos de 7 e 4 anos, da minha idade, com uma vida stressante e de correria como a minha, muitas vezes me dizia que tínhamos de nos esforçar para ter tempo para parar, para desfrutarmos e nos dedicarmos àquilo que nos faz sentir bem, à família, aos amigos, às coisas boas da nossa vida...

Partilho duas das suas citações favoritas:
"O que eu faço hoje é importante porque estou a trocar um dia de minha vida por isso!"
"O presente não é um passado em potencial... é o momento da escolha e da ação!"

Do fundo do meu coração apertado, e de lágrima a escorrer pelo rosto, quero que o teu exemplo de vida me faça ter isto sempre presente, porque a vida são dois dias e temos, doa a quem doer, de nos focar no que é realmente importante e nos faz feliz. O resto é uma total treta. 

O teu "comando hipnótico" ficará gravado na minha mente, amiga. É uma promessa.

Não nos vamos vendo por aqui, como era hábito, fã nº 1 do meu blog, mas continuarás presente nos nossos corações.

Até sempre amiga.


P.S. Deixo-vos com um poema que ela partilhou recentemente com os amigos do Facebook, para parar e refletir.


sábado, 11 de maio de 2013

Mães "normais" precisam-se

Em janeiro fiz um post sobre um livro da Marta Gautier, chamado "Não há famílias perfeitas - Mulheres, mães e desabafos". Na altura fiquei curiosa com a descrição de um dos capítulos, que me levou a comprar o livro.

O livro é composto por histórias/desabafos (relativamente curtos), que retratam situações que as pacientes da autora descrevem nas suas consultas na área de Competências Parentais. 

Lê-se bem portanto, mas como só lhe fui pegando ao deitar, o ritmo de leitura foi meio "a conta-gotas", só tendo conseguido acabar de o ler por estes dias.

Há algumas histórias menos interessantes, mas, de uma foma geral, acabei por me rever na maioria, total ou parcialmente.

Recomendo a todas as mães e futuras, para que passem a deixar de ter a recorrente sensação de estar a falhar e de não conseguir ser "a mãe perfeita". Há muitas partes interessantes também para os pais refletirem.

Algumas das ideias que a autora defende, e que eu subscrevo:

- a pressão que os pais "modernos" têm sobre os ombros, é muito decorrente dos milhões de livros da especialidade e teorias de todo o tipo de "especialistas", sobre a forma correta de criar/educar uma criança.
- os pais são quem ama os seus filhos mais do que ninguém por isso são quem melhor os conhece também, por isso a sua intuição é preciosa.
- muitos dos comportamentos mais críticos (birras, etc.) são geralmente a forma que as crianças têm de expressar algo que as aflige, inconscientemente, com uma espécie de "linguagem paralela". O segredo é perceber o que, lá no fundo, origina esse sintoma (que não é tarefa fácil, obviamente...).
- não é só na casa dos outros que tudo corre bem. Todas as famílias, mais ou menos, lidam com os mesmos problemas, dúvidas e angústias, por isso é melhor desdramatizar e relaxar.

Resumindo, ninguém é perfeito e por isso também não devemos fingir que o somos nem querer que os nossos filhos o sejam. Devemos ser nós mesmos, sem receios, porque essa imagem irá refletir-se também nos nossos filhos, aumentando a sua auto-estima no sentido de que assim têm "licença de acreditar como é bom serem eles mesmos, especiais e únicos", com as suas qualidades e defeitos.

Vemo-nos por aqui. ;D



Bora lá passar da teoria à prática

Photo Credit: Daniel Olah on Unsplash De há uns  largos  meses a esta parte que estou determinada em implementar na minha/nossa vida alg...